VÍDEO : OPTIMISTIQUE-MOI (Optimistique-moi)

DURAÇÃO : 4m20

 

Este vídeo de Mylène Farmer apareceu em 2000.

 

Este vídeo muito estético, contêm uma certa simbólica ligada ao tema da canção.

Mylène, sozinha face as pessoas que só esperem a sua queda, avança no entanto, com os seus pequeninos sapatos de ginástica gastas, e tem-se medo que a cada momento ela "deixe escapar o seu equilíbrio...".

Ela parece estar prisioneira de um mundo abrupto, onde ela não encontra o seu lugar, onde é sempre preciso provar aos seus detractores que ela não cairá.

Se o seu pequeno macaco Capuchinho (é mesmo dela e chama-se E.T.) está ao seu lado. No entanto um homem, pela sua presença e olhar, sustente-a e guia-a... até ele, e as pessoas más parecem então sozinhos, o mundo cruel dissipou-se.

Em seguida depois de um último olhar, o homem oferece-lhe a liberdade, o seu último número de magia... Mylène está sozinha, mas livre!  

 

 

A história : Num circo insólito, um palhaço anuncia o espectáculo a um público invisível.

E aparece uma estranha funâmbula que inicia uma perigosa travessia numa corda, tudo no alto do capitel...

Ela tem passos de uma garota de um outro mundo, cabelos de boneca desarranjados e o olhar inquieto rodeado de preto. Olhar inquieto, intenso, tão expressivo apesar do silêncio da jovem !

Ela avança sob os olhares troçados dos palhaços brancos que caricaturam o seu medo, fazendo risos sádicos das personagens...

No entanto, um homem sustente-a através do olhar, e a jovem equilibrista é toda integre a esse olhar pungente, que lhe dá a força para continuar.     Lá está ela no fim do fio, e é uma esfera instável que se apresenta debaixo dos seus pés.

Ela tem mais uma vez que fazer face a mais um novo perigo, andar sobre essa bola cheio de ar, ignorando os risos angustiosos dos que querem que ela caia...

A esfera de repente cede e esvazia-se do seu ar, a equilibrista vacila, mas o estranho homem que não deixou de olhar para ela está lá para a segurar. Cada um mergulha no seu olhar dentro do outro.

Um leve sorriso ilumina as faces deles. O homem embrulha então os ombros da funâmbula com um casaco de penas, e convide-a para entrar dentro de uma caixa, que foi fechada imediatamente e que os palhaços brancos apressam-se de furar a caixa com sabres bem afiados.   

Dentro da caixa, a jovem torcida observa as lâminas, que passam muito perto dela. Enfim os palhaços retiram os sabres, e abrem a caixa...

Mas a caixa era mágica, e é um voo de pombos brancos que foge...

Uma imagem furtiva, e o homem toma uma face benevolente, com um sorriso no canto, de um velho homem (retrato do pai de Mylène que sustentou-a e apreciou-a sempre).

Enquanto a jovem, sozinha na beira da estrada, toma rindo-se o caminho da liberdade.

 

 

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